VER MÁS

Houdini e o espiritismo

No verão de 1922, mais precisamente em 17 de julho, as famílias de Conan Doyle e Harry Houdini aproveitavam a praia de Atlantic City, quando a esposa do escritor, a médium Jean Leckie, iniciou uma sessão para estabelecer contato entre Houdini e sua falecida mãe.
Os três foram para o quarto de um hotel, e Doyle fechou as cortinas e começou a rezar. Quando Jean entrou em transe, Houdini estava emocionado. Jean, bastante alterada, começou a escrever as mensagens recebidas em um caderno.
Por instantes, Houdini chegou a acreditar que era possível entrar em contato com os mortos. O texto dizia como sua mãe estava orgulhosa por todo seu sucesso. Tudo parecia ir bem, mas Houdini, em silêncio, estava amargamente decepcionado.
Na verdade, sua mãe jamais o chamava de Harry, como a médium escreveu, já que esse era seu nome artístico. Para ela, o filho sempre havia sido Erik, seu nome de batismo. Esse foi o momento da ruptura entre os dois gênios e um dos grandes incentivos para que Houdini iniciasse sua luta contra o espiritismo.